estarmos a atravessar um dos momentos mais sensíveis em termos de segurança que eu me lembro.
Ao mesmo tempo em que se assiste a uma "onda" de crimes graves e em que se torna patente mais uma vez a falta de condições materiais, pessoais e de formação das nossas polícia, vem o Sr. Superintendente-Chefe Oliveira Pereira apresentar o novo Regulamento de Continências e honras da PSP.
Essa proposta de regulamento vem mesmo numa altura em que os agentes e Oficiais da PSP não têm mais nada em que pensar e que fazer.
Querem ler um pequeno resumo?
Ok.
1º MANDAMENTO - A saudação é efectuada de pé, a olhar francamente para quem se saúda, com uma posição respeitosa e que se materializa através do uso das expressões "bom dia", "boa tarde" ou "boa noite", conforme o período do dia. A continência é efectuada de pé, de forma respeitosa, acompanhada da saudação referida antes.
2º MANDAMENTO - Ambas as deferências são seguidas das palavras "senhor" ou "senhora", do posto ou função e do nome do superior hierárquico. Adicionalmente, o director nacional, os directores-gerais adjuntos, o inspector nacional e os superintendentes têm direito ao tratamento de "Excelência" ou "Excelentíssimo".
3º MANDAMENTO - O pessoal a quem o superior se dirija executa a saudação ou continência, mantendo-se nessa posição enquanto aquele não se retirar, ou autorizar que a altere, voltando a fazer a continência quando este se retirar.
4º MANDAMENTO - Todo o pessoal facilita a passagem ao seu superior em local apertado; não entra ou sai de qualquer dependência, excepto as de uso comum, sem pedir licença; sempre que reconheça o seu superior, mesmo à civil, tem de o saudar e, sempre que possível, deve cumprimentar os cidadãos, como sinal de boa educação.
Será que é esta a solução?
Seria de bom tom também incluir um mandamento onde se proibissem os Agentes de se atirarem para o chão por causa das fardas, ou que os Agentes de 2ª classe (vulgo Maçaricos) fizessem um Beija-mão a todos os que forem a cima de Chefe. Porque não?
Numa altura em que o Governo, através da PSP e da GNR, se desdobra em dar exclusivos às televisões das ditas "Operações de Combate ao Crime" (um flop, diga-se de passagem) numa tentativa de retirar tempo de antena aos roubos e assaltos que continuam a existir diariamente, não faz muito sentido que lhes sejam aplicadas regras submissas e com características militares ainda mais profundas que na GNR.
Eles precisam é de apoio dos seus superiores, de ajuda e de condições de trabalho. Precisam é de uma voz que lhes diga "Força, pá. Tu consegues. Não tenhas receio de exercer as tuas funções". Não precisam de andar a lamber as luvas brancas de quem nada faz.
terça-feira, 30 de setembro de 2008
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